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terça-feira, 19 de setembro de 2023

Calor extremo atingirá 5 bilhões de pessoas em 2050, diz estudo

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Mais de 5 bilhões de pessoas vão sofrer com pelo menos um mês de calor extremo em 2050. As informações são de um estudo desenvolvido pelo jornal The Washington Post e pela ONG CarbonPlan. Segundo o novo estudo, o número de pessoas expostas ao calor extremo é 3 bilhões maior que no ano 2000, quando 2 bilhões de pessoas tiveram suas vidas ameaçadas por esse motivo.
Cientistas preveem que Manaus será uma das cidades mais quentes do mundo em 2050, alcançando cerca de 258 dias de calor extremo no ano. Belém, por sua vez, chegará a 222 dias de calor extremo, um aumento de seis meses de calor, o mais drástico entre todas as cidades com mais de 500 mil habitantes no mundo. O estudo considerou 32°C como mínimo para que a temperatura seja considerada extrema, justificando que “muitas mortes ocorreram em temperaturas muito menores”.
A crise do calor extremo afetará mais países pobres em regiões quentes, como a África Subsaariana e o sul da Ásia, segundo os cientistas. O estudo estima que 80% dos afetados pelo calor vivem em países onde o PIB per capita é inferior a 25 mil dólares. “Será um dos maiores desafios que enfrentaremos enquanto uma sociedade humana”, afirmou Matthew Huber, professor de ciências da terra na Universidade de Purdue.
Outras cidades do Brasil sofrerão também com o calor extremo. Campo Grande (MS) enfrentará 39 dias com temperaturas perigosas aos que se expuserem ao sol, mas nenhum em que seja perigoso ficar até mesmo na sombra. O Rio de Janeiro terá 22, Porto Alegre terá oito, e Salvador apenas dois. São Paulo e Brasília são exemplos de cidades brasileiras que não terão dias perigosos. Em 2050, a cidade mais quente do mundo continuará sendo Pekanbaru, na Indonésia, com 344 dias de calor extremo. Destacam-se também Dubai (Emirados Árabes Unidos), que terá 189 dias de calor extremo, e Kolkata (Índia), que terá 188.
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sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Eclipse lunar mais longo do século ocorre nesta sexta (19); saiba como ver

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O céu noturno será palco do eclipse solar mais longo do século nesta sexta-feira (19), segundo levantamentos da Nasa.
De acordo com a revista Época, a agência espacial norte-americana comunicou que o eclipse durará três horas, 28 minutos e 23 segundos, o que corresponde à maior duração de tempo entre os fenômenos do tipo ocorridos entre 2001 e 2100.
Nas primeiras horas do dia 19, a Terra passará entre o Sol e a Lua, e o eclipse atingirá o seu pico por volta das 6h da manhã no Brasil. O planeta esconderá cerca de 97% da Lua cheia na ocasião.
Segundo o canal ShowMeTech, de ciência e tecnologia, a observação do fenômeno em solo brasileiro só poderá ser feita por pouco mais de duas horas, e sem os 97% de cobertura da superfície lunar. 

Como observar o eclipse em Hidrolândia?

Conforme o professor de Astronomia Romário Fernandes, as condições de visibilidade do fenômeno no Brasil podem variar a depender do estado em que a observação será realizada.
O satélite nascerá cheio, por volta das 18h do dia 18 de novembro, mas passará a entrar na sombra da Terra no decorrer da noite. O eclipse em si ocorrerá na madrugada do dia 19, seguindo o seguinte cronograma no Ceará:

- Início do eclipse penumbral: 03h02
- Início do eclipse parcial: 04h18
- Eclipse máximo: 05h10
- A Lua se põe: 05h13
- Duração: 2h13m54s

O docente, porém, ressalta que o fenômeno poderá ser visto a olho nu de todo o País, desde que as nuvens não atrapalhem. Contudo, ele destaca como "privilegiados" os moradores da região Norte — lá, o eclipse será visto quase que em sua totalidade.
"Vai ser possível ver a Lua se pondo praticamente como a Lua de Sangue, nome popular para o aspecto avermelhado que a Lua assume durante o eclipse lunar total, que, infelizmente, não é o caso", diz Fernandes. Ele complementa que o fenômeno se dará na direção do poente, no lado em que o Sol se põe.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Reino Unido aprova molnupiravir, a pílula contra Covid-19

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O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (04) ser o primeiro país a autorizar o molnupiravir, tratamento em comprimidos contra a Covid-19 desenvolvido pelo laboratório americano Merck Sharp & Dohme (MSD).
"Hoje é um dia histórico para nosso país, porque o Reino Unido é agora o primeiro país do mundo a aprovar um antiviral contra a Covid-19 que pode ser tomado em casa", afirmou o ministro da Saúde, Sajid Javid, em um comunicado. 
"Isto mudará a situação para os mais vulneráveis e os imunodeprimidos, que em breve poderão receber o tratamento revolucionário", acrescentou.
O medicamento foi autorizado pela agência reguladora britânica, a MHRA, para as pessoas que sofrem de Covid-19 leve ou moderada e apresentam ao menos um fator de risco de desenvolver a forma grave da doença. Entre eles a obesidade, ter idade superior a 60 anos, diabetes ou doenças cardíacas.
O uso do fármaco pode ter a função de evitar que os infectados sofram sintomas graves, assim como evitar que pessoas que tiveram contato com o paciente desenvolvam a doença. 
Se for administrado em pacientes nos dias posteriores a um teste de diagnóstico positivo reduz em 50% as possibilidades de hospitalização, de acordo com um teste clínico da Merck.
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terça-feira, 21 de setembro de 2021

Em discurso na ONU, Bolsonaro diz que Brasil estava "à beira do socialismo"

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Em seu discurso na 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira, 21, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que foi ao encontro para apresentar um Brasil “diferente” daquele publicado em jornais ou visto na televisão. Segundo o presidente, o país "mudou muito" depois que ele assumiu o governo em janeiro de 2019.
"Estamos há dois anos e oito meses sem qualquer caso concreto de corrupção. O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição, valoriza a família e que deve lealdade ao seu povo. Isso é muito, é uma sólida base se levarmos em conta que estávamos à beira do socialismo”, afirmou. 
Entretanto, há duas semanas, no dia 7 de setembro, Bolsonaro participou de atos que pediam o fechamento do Supremo Tribunal Federal e intervenção militar. Na ocasião, o presidente também realizou discursos a apoiadores, em Brasília e em São Paulo, ambos com teor antidemocrático e em tom de ameaça à democracia e às instituições nacionais.
Segundo o presidente, estatais que davam prejuízo, hoje são lucrativas e bancos de desenvolvimento financiavam obras em países comunistas sem garantias. "Apresento agora um novo Brasil, com sua credibilidade já recuperada. O Brasil possui programas de investimentos com a parceira privada. Na Área de infraestrutura leiloamos aeroportos e terminais portuários".
E seguiu: "Introduzimos sistemas de autorizações ferroviárias, o que aproxima nosso modelo do americano (...) Em nosso governo promovemos o ressurgimento do modal ferroviário", destacou, acrescentando que com isso há redução de combustível fóssil e barateamento na produção de alimentos.

Fonte: G1 Ceará
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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Estudo aponta alta proteção da Coronavac contra casos graves causados pela variante Delta

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A proteção para casos graves de Covid-19 causados pela variante Delta foi de até 100% entre as vacinas de vírus inativado, incluindo a Coronavac. É o que aponta estudo conduzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC chinês) e pela Escola de Saúde Pública da província de Guandong, na China.
Contra casos de pneumonia causada pela doença frente a uma infecção com a Delta, a proteção ficou entre 69,5% até 77,7%, conforme a pesquisa.
O artigo foi enviado para publicação na revista científica The Lancet, a mais renomada da área médica, e divulgado na página oficial de pré-prints (artigos ainda sem a revisão por pares) da revista.
Além da Coronavac, foram analisadas também as vacinas da estatal chinesa Sinopharm e a da empresa Biokangtai, embora esta última não tenha apresentado resultados devido à baixa quantidade de injeções aplicadas no país.
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sexta-feira, 9 de julho de 2021

Vacinas Pfizer e AstraZeneca 'vencem' variante Delta, mas apenas com duas doses

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Um estudo liderado pelo Instituto Pasteur, da França, indicou que a variante Delta do coronavírus causador da Covid-19 precisa de duas doses dos imunizantes da Pfizer ou da AstraZeneca para ser contida pelo organismo de seres humanos. Segundo os cientistas, a variante Delta mostrou ter maior facilidade que o vírus original - ou mesmo outras cepas - para "driblar" o sistema imunológico.
O estudo, publicado nesta quinta-feira (8) pela revista científica Nature, mostrou que as células do sistema imune que foram mais eficazes em combater a variante Delta foram daqueles indivíduos que tomaram duas doses das vacinas da AstraZeneca ou da Pfizer. Entre os que receberam somente uma dose de um desses imunizantes, 10% conseguiram neutralizar a variante, taxa que passou para 95% da amostra entre os anticorpos de indivíduos completamente imunizados. 
"Uma única dose de Pfizer ou AstraZeneca foi pouco ou nada eficiente contra as variantes Beta ou Delta. Ambas as vacinas geraram uma resposta neutralizante que afetou de maneira eficiente a variante Delta somente depois da segunda dose", escreveram os autores. 
Além da variante Delta, os especialistas também fizeram testes com as cepas Alfa e Beta do coronavírus, identificadas pela primeira vez, respectivamente, no Reino Unido e na África do Sul. Segundo cientistas, que coletaram anticorpos de 162 pessoas, a variante Delta foi a cepa que mais dificultou o trabalho das células do sistema imune nos experimentos feitos em laboratório. Primeiramente identificada na Índia, a variante Delta já foi encontrada no Brasil, mas especialistas dizem que ainda não é possível afirmar que ela esteja em ampla circulação no país.
Apesar disso, a cepa já fez vítimas fatais: uma mulher grávida, de 42 anos, que havia viajado do Japão para Apucarana, no Paraná, morreu em 18 de abril. No dia 24 de junho, o Ministério da Saúde confirmou que um homem de 54 anos, tripulante de um navio que está em quarentena na costa do Maranhão, morreu por conta da infecção. Os autores do estudo não fizeram testes com a variante Gama, identificada pela primeira vez no Brasil, no estado do Amazonas. 

Fonte: CNN Brasil
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quinta-feira, 8 de julho de 2021

Covid-19: anticorpos podem durar até 12 meses após infecção

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Os anticorpos contra o novo coronavírus SARS-CoV-2 podem durar até 12 meses em mais de 70% dos pacientes que superaram a doença, diz estudo publicado por pesquisadores chineses. A pesquisa também conclui que a vacinação pode "restringir efetivamente a propagação" do novo coronavírus, promovendo resposta imunológica semelhante à forma como o corpo gera anticorpos contra vírus vivos.
O estudo foi realizado por uma subsidiária da farmacêutica estatal Sinopharm - que produz duas das vacinas aprovadas pelo governo chinês - e pelo Centro Nacional de Pesquisa para Medicina Translacional da Universidade Jiaotong, em Xangai, a capital econômica da China. Cerca de 1.800 amostras de plasma foram coletadas entre 869 pessoas que superaram a covid-19 em Wuhan, a cidade no centro da China onde o primeiro surto global de covid-19 foi registado, em dezembro de 2019.
Os pesquisadores verificaram a presença e a quantidade nessas amostras de RBDIgG, um tipo de anticorpo que indica a força da imunidade contra o vírus, informou o jornal oficial em língua inglesa China Daily. De acordo com os resultados, em nove meses os níveis de anticorpos caíram para 64,3%, em relação ao nível atingido após os pacientes contraírem o vírus e, a partir desse período, estabilizaram até o décimo segundo mês.
A resposta imunológica foi mais forte nos homens do que nas mulheres durante os estágios iniciais da infeção, mas a diferença diminui com o tempo, tornando-se praticamente igual após 12 meses. Pessoas na faixa etária entre 18 e 55 anos desenvolveram níveis mais elevados de anticorpos, segundo o estudo. De acordo com o Grupo Nacional de Biotecnologia da China, a subsidiária da Sinopharm, o estudo é o mais extenso dos que verificaram a continuidade da resposta imunológica em pacientes recuperados.
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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Infectados por Covid-19 podem gerar anticorpos permanentes, revela estudo

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Pessoas que tiveram Covid-19 de forma branda ou moderada desenvolvem uma célula imunológica capaz de produzir anticorpos permanentes contra o SARS-CoV-2. A conclusão é de um estudo publicado na revista Nature. 
Conforme informações publicadas pela Agência Brasil, 77 doentes analisados pela pesquisa mostraram ainda ter anticorpos no organismo cerca de 11 meses após a doença. 
Na maioria dos casos, as proteínas capazes de impedir que o vírus infecte as células começam a diminuir após quatro meses da infecção. No grupo analisado, no entanto, essa redução se mostrou mais lenta.
O estudo analisou ainda a presença de células plasmáticas de longa vida na medula óssea. Tratam-se de células que são geradas quando um patógeno entra no organismo.
Essas células imunes viajam pela medula óssea após a infecção, onde permanecem em estado latente. No caso de o vírus reaparecer, as células retornam à corrente sanguínea e começam novamente a produção de anticorpos. 
Segundo o estudo, as células plasmáticas no sistema imunológico foram identificadas na maioria dos doentes que conseguiram recolher amostras de medula óssea. 
Em declarações ao jornal espanhol El País, o imunologista da Escola de Medicina da Universidade de Washington e principal pesquisador do estudo, Ali Ellebedy, disse que as células plasmáticas podem durar a vida inteira e continuarão a produzir anticorpos.
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terça-feira, 1 de junho de 2021

China relata primeiro caso em humano da cepa H10N3 da gripe aviária

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Um homem de 41 anos na província de Jiangsu, no leste da China, foi confirmado como o primeiro caso humano de infecção com a cepa H10N3 da gripe aviária, disse a Comissão Nacional de Saúde da China (NHC) nesta terça-feira (1º).
O homem, residente na cidade de Zhenjiang, foi hospitalizado em 28 de abril após desenvolver febre e outros sintomas, informou o NHC em um comunicado. Ele foi diagnosticado com o vírus da gripe aviária H10N3 em 28 de maio disse a NHC, que não deu detalhes sobre como o homem foi infectado com o vírus.
Segundo a autoridade sanitária, o paciente tem quadro estável e está pronto para receber alta do hospital. A observação médica de seus contatos próximos não encontrou nenhum outro caso. A cepa "não é um vírus muito comum", disse Filip Claes, coordenador de laboratório regional do Centro de Emergência para Doenças Transfronteiriças de Animais da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Apenas cerca de 160 casos do vírus foram relatados em 40 anos até 2018, principalmente em aves selvagens ou aquáticas na Ásia e em algumas partes da América do Norte, e nenhum caso foi detectado em galinhas até agora, acrescentou. A análise dos dados genéticos do vírus será necessária para determinar se ele se assemelha a vírus mais antigos ou se é uma nova mistura de vírus diferentes, disse Claes.
Muitas cepas diferentes de gripe aviária estão presentes na China e algumas infectam pessoas – geralmente aquelas que trabalham com aves – esporadicamente. Não houve um número significativo de infecções humanas com a gripe aviária desde que a cepa H7N9 matou cerca de 300 pessoas entre 2016 e 2017. Nenhum outro caso de infecção humana com H10N3 foi relatado anteriormente em todo o mundo, disse a NHC.

Fonte: CNN Brasil
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terça-feira, 11 de maio de 2021

Anticorpos neutralizantes da Covid-19 permanecem pelo menos oito meses no sangue, aponta estudo

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Um estudo italiano divulgado nesta terça-feira (11) revelou que os anticorpos que neutralizam a Covid-19 ficam no sangue no mínimo durante oito meses após o contágio. Segundo o levantamento, apenas três pacientes de um total de 162 não testaram positivo para anticorpos depois de cerca de 34 semanas do diagnóstico.
A descoberta foi feita pelo Hospital San Raffaele de Milão (Norte), em parceria com o Instituto Superior de Saúde (ISS), que assessora o governo em matéria de saúde pública.
Esta é uma observação registrada "independentemente da gravidade da doença, da idade dos pacientes, ou da presença de outras patologias", afirma a pesquisa. "A presença de anticorpos, mesmo que diminuam com o tempo, é muito persistente", complementa.
Os pesquisadores italianos consideram que a presença precoce destes anticorpos é "fundamental para combater com sucesso o contágio, uma vez que quem não os produz nas duas primeiras semanas depois do contágio corre um maior risco de desenvolver formas graves de covid-19", ressaltaram.
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terça-feira, 20 de abril de 2021

Produção da vacina anticovid da Johnson & Johnson é interrompida em fábrica dos EUA

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Após pedido da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos no último dia 16 de abril, uma fábrica de Baltimore paralisou a produção da vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson para uma inspeção no local.  A decisão foi anunciada pela própria administradora Emergent BioSolutions, em documento divulgado nessa segunda-feira (19). 
"Em 16 de abril de 2021, a pedido da FDA, a Emergent concordou em não iniciar a produção de nenhum novo material em sua instalação de Bayview e colocar em quarentena o material produzido em Bayview até o fim da inspeção", pondera o documento.
Supostamente, a fábrica já havia desperdiçado 15 milhões de doses do fármaco. O grupo farmacêutico informou no fim de março que identificou um lote de doses em uma fábrica de Baltimore "que não cumpria os parâmetros de qualidade", mas não confirmou o número específico afetado. Contudo, o jornal New York Times afirmou que o lote consistia de 15 milhões de doses. A Johnson & Johnson informou em março que enviaria especialistas ao local para supervisionar a produção da vacina e que esperava entregar 24 milhões de doses adicionais em abril.
A fábrica da Emergent BioSolutions não havia sido autorizada na ocasião pelas agências reguladoras americanas para produzir ingredientes para a vacina da J&J, afirmou a empresa farmacêutica, mas a imprensa informou que tinha a meta de produzir dezenas de milhões de doses no futuro próximo.

Eficácia

A vacina produzida pela empresa Johnson tem eficácia de 66% para prevenir casos moderados e graves da Covid-19. A empresa anunciou os resultados nesta sexta-feira (29) e informou que o imunizante também funcionou contra a variante da África do Sul, considerada mais contagiosa. O imunizante também foi  foi elogiado por ser de apenas uma dose e por não precisar da conservação em temperaturas abaixo de zero, ao contrário dos fármacos da Moderna e Pfizer, o que facilita muito a distribuição
A pausa na produção é o obstáculo mais recente que esta vacina enfrenta nos Estados Unidos, depois que as autoridades suspenderam temporariamente seu uso pela descoberta de casos de trombose em seis mulheres - uma delas faleceu -, duas semanas de terem recebido a dose da J&J. A agência reguladora europeia deve decidir nesta terça-feira sobre a segurança da vacina da J&J, depois que seu uso também foi suspenso na região pelos temores sobre coágulos sanguíneos.

Fonte: Diário do Nordeste
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quinta-feira, 8 de abril de 2021

Vacina da AstraZeneca pode não ser indicada para jovens, diz especialista

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A vacina contra o coronavírus da AstraZeneca pode não ser recomendável para jovens se a sua ligação com coágulos sanguíneos for comprovada como verdadeira, sugeriu um dos principais consultores científicos do Governo britânico. Numa entrevista à ‘BBC Radio’, Neil Ferguson disse que os grupos mais velhos e de meia-idade devem receber a vacina porque a ameaça do coronavírus supera em muito o risco de coágulos, que afetam apenas uma em cada 600 mil pessoas que receberam a vacina (0,00017%) .
Contudo, o epidemiologista SAGE, de 53 anos, que também foi vacinado com a injeção da AstraZeneca, disse que o equilíbrio do risco é “ligeiramente mais complicado” quando são considerados os jovens menos vulneráveis ​​ao vírus. O risco de coágulos sanguíneos com a vacina pode ser maior em grupos de idades mais jovens. “Em termos de dados atuais, há evidências crescentes de que existe um risco raro associado de formação de coágulos sanguíneos, particularmente com a vacina AstraZeneca”, disse, sublinhando contudo que “o risco parece estar relacionado com a idade”.
Isto significa que, “quanto mais velha uma pessoa for, maior será o risco de contrair Covid-19, e por isso a equação risco-benefício realmente aponta para a vacinação”. No entanto, “fica mais complicado quando chegamos a grupos de idades mais jovens, onde a equação risco-benefício tem de ser avaliada, porque correm menos risco de ser infetados”, esclarece. Cientistas britânicos afirmam que o risco de morrer de Covid-19 para pessoas de 25 a 44 anos é de 0,04% e de 0,01% para pessoas de 15 a 24 anos. Por comparação, a taxa é de até 6% em grupos de idosos.

Fonte: Istoé Dinheiro
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Especialista acredita que será preciso se vacinar contra covid a cada 2 anos

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O diretor executivo da empresa BioNTech, Ugur Sahin, disse à CNN americana acreditar que novas aplicações da vacina contra a Covid-19 poderão ocorrer a cada dois anos. A notícia foi publicada pelo site O Antagonista neste domingo (13).
“Acredito que o vírus permaneça conosco. A minha expectativa é que vamos precisar de reimunizações. Talvez a cada dois anos a vacinação seja necessária“, afirmou.
A vacina contra a doença desenvolvida pela Pfizer em parceira com a BioNTech é a primeira a obter a permissão da FDA.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Morre Diego Maradona, aos 60 anos, após parada cardiorrespiratória

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Um dos maiores nomes do futebol mundial em todos os tempos, Diego Armando Maradona faleceu nesta quarta-feira (25), aos 60 anos. Segundo a Télam, agência pública de notícias da Argentina, o ex-jogador sofreu um ataque cardiorrespiratório em casa, na cidade de Tigre, zona norte da região metropolitana da capital Buenos Aires.
No início de novembro, Maradona foi submetido a uma cirurgia no cérebro para drenar um hematoma subdural. Por decisão da família, permaneceu hospitalizado devido a uma "baixa anímica, anemia e desidratação" e um quadro de abstinência devido ao vício em álcool, conforme informes médicos. Ele teve, inclusive, que ficar sedado. O ídolo argentino recebeu alta no último dia 11 para continuar a recuperação em casa.
Considerado o maior nome da história do futebol argentino, Maradona foi o grande nome da conquista albiceleste na Copa do Mundo de 1986. Na ocasião, ficou marcado por um gol de mão - que ele próprio apelidou de "Mano de Dios" (mão de Deus) - contra a Inglaterra e por outro, na mesma partida, que é considerado o mais bonito da história dos Mundiais, em que driblou quase todo o time inglês antes de balançar as redes.
Ele também brilhou vestindo, principalmente as camisas de Barcelona (Espanha), Napoli (Itália) - onde é venerado - e do Boca Juniors (Argentina), time do coração. Chegou a dirigir a seleção do país na Copa de 2010, sendo eliminado nas quartas de final pela Alemanha.
Fora de campo, no entanto, o ex-jogador acumulou problemas com drogas. Em 1991, Maradona foi suspenso por 15 meses por uso de cocaína. Três anos depois, na Copa do Mundo de 1994, o ídolo foi pego no doping por uso de efedrina, chegando inclusive a sair de campo, durante uma partida acompanhado por uma enfermeira. No início dos anos 2000, após ingerir um coquetel de remédios, o ex-atleta entrou em coma e esteve perto da morte.
Maradona era técnico do Gimnasia Y Esgrima, de La Plata (Argentina), mas estava afastado devido ao tratamento de saúde. Ele deixa dois filhos (Diego e Diego Fernando) e três filhas (Dalma, Gianinna, Jana).
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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Vacina de Oxford contra Covid-19 alcança até 90% de eficácia

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A vacina contra o coronavírus Sars-Cov-2 produzida por uma parceria entre a Universidade de Oxford (Reino Unido) e a farmacêutica AstraZeneca apresenta eficácia de até 90%, anunciou o laboratório nesta segunda-feira (23) com base em resultados preliminares de testes de fase 3.
Foram realizados dois estudos usando dosagens diferentes. Alcançou-se eficácia de 90% ao se aplicar meia dose da vacina seguida de uma dose inteira. Quando foram aplicadas duas doses inteiras, a eficácia foi de apenas 62%. No agregado dos dados dos dois estudos, a eficácia média da vacina foi de 70,4%.
"A eficácia e a segurança desta vacina confirmam que ela será altamente eficaz contra a Covid-19 e terá um impacto imediato na emergência de saúde pública", disse em comunicado Pascal Soriot, presidente da AstraZeneca.
A amostra dos estudos totaliza mais de 24 mil voluntários, que participaram dos testes da vacina no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul. Nenhum dos participantes precisou ser hospitalizado em decorrência da vacina.
Os cientistas envolvidos nos testes já haviam publicado na quinta-feira (19) na revista Lancet os resultados de uma etapa anterior do processo de desenvolvimento da vacina, indicando que ela pode gerar resposta imunológica em adultos de todas as idades.
Os dados mais recentes da AstraZeneca e da Oxford indicam uma eficácia menor que a de outras vacinas concorrentes. Na quarta-feira (18), a Pfizer, que tem sede nos Estados Unidos, anunciou que a vacina contra a Covid-19 que desenvolve em parceria com a empresa alemã BioNTech tem eficácia de 95%, de acordo com resultados de um teste de fase 3.
Nas últimas semanas, a empresa norte-americana de biotecnologia Moderna e os pesquisadores responsáveis pela Sputnik V, a vacina desenvolvida na Rússia, divulgaram que suas imunizações em teste apresentaram eficácia superior a 90%.
No entanto, nenhuma dessas vacinas teve seus dados de fase 3 publicados por revistas científicas até o momento. Via de regra, a comunidade científica internacional aceita os resultados após uma publicação do tipo, pois permite que os dados sejam revisados e contestados por outros pesquisadores especialistas no assunto.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) mais de 200 vacinas estão em testes no mundo todo –48 delas já estavam em uma das fases de testes clínicos até o dia 12 de novembro, última atualização da agência disponível.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Vacina Sputnik V contra Covid-19 tem 92% de eficácia, afirma Rússia

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Resultados preliminares de testes clínicos apontam que a vacina Sputnik V é 92% eficaz em proteger pessoas do novo coronavírus, de acordo com o fundo soberano russo em anúncio feito nesta quarta-feira (11). Segundo os desenvolvedores da vacina, os dados da análise preliminar ainda serão publicados em uma revista científica internacional e não passaram por avaliação de outros cientistas.
A diretora do Centro Nacional de Pesquisas para Medicina Terapêutica e Preventiva da Rússia, Oksana Drapkina, também disse que o imunizador desenvolvido no país tem mais de 90% de eficiência.
Os resultados iniciais da Sputnik V são apenas os segundos a serem divulgados com base nos estágios finais de testes em humanos, em um esforço global para produzir vacinas que podem frear a pandemia que já matou mais de 1,2 milhão de pessoas e devastou economias em todo o mundo.
A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra o novo coronavírus, no mês agosto. A aprovação foi concedida antes do início dos testes em larga escala, que começaram em setembro. "Estamos mostrando, baseados em dados, que temos uma vacina muito eficaz", disse o chefe do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), Kirill Dmitriev, acrescentando que esse seria o tipo de notícia que os desenvolvedores da vacina falariam para seus netos um dia.
Os resultados preliminares são baseados em informações dos testes de 16 mil participantes que receberam as duas doses da vacina, disse o RDIF, que financia a produção do imunizante.
A análise foi conduzida após 20 participantes do teste serem diagnosticados com a Covid-19 e posterior verificação de quantos receberam placebo. Esse é um número significativamente menor que os 94 testes positivos da vacina desenvolvida pela Pfizer e BioNTech. Para confirmar a taxa de eficácia, a Pfizer disse que continuaria os testes até atingir 164 casos de covid-19 entre os participantes. Os testes russos vão continuar por mais seis meses.

Testes

A fase 3 dos testes da vacina desenvolvida pelo Instituto Gamaleya está sendo realizada em 29 clínicas de Moscou e vai envolver 40 mil voluntários no total, com 10 mil deles recebendo placebo. As chances de contrair a covid-19 são 92% menores entre pessoas vacinadas com a Sputnik V do que as que receberam placebo, segundo informou o RDIF.
Esse resultado é bem maior que os 50% mínimos de eficácia estabelecidos pela agência regulatória de medicamentos e alimentos americana (FDA) para aprovação de uma vacina contra a covid-19. A Sputnik V foi elaborada para produzir resposta imune a partir de duas doses administradas em um intervalo de 21 dias. 
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sábado, 7 de novembro de 2020

Joe Biden é declarado presidente dos Estados Unidos, aponta projeção

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O candidato democrata Joe Biden será o novo presidente dos Estados Unidos, segundo cálculos de meios de comunicação norte-americanos, depois de ter conseguido os 20 votos do  estado da Pensilvânia. Dados da agência Reuters apontam que o democrata teve 273 delegados, enquanto o republicano Donald Trump teve 214.
Joe Biden foi vice-presidente dos Estados Unidos no governo de Barak Obama e será o presidente mais velho a assumir a Casa Branca, aos 78 anos. Com a vitória de Biden, Kamala Harris será a primeira mulher negra a tornar-se vice-presidente dos EUA.
A população votou até a terça-feira (03). A contagem de votos ainda não foi finalizada e pode ser contestada por ações judiciais.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Anticorpos contra Covid-19 duram pelo menos 7 meses, mostra estudo

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Uma das questões que mais tem suscitado interesse e investigação por parte da comunidade científica, desde o início da pandemia, é perceber se os organismos de doentes com Covid-19 são capazes de ter uma resposta imune adequada e quanto tempo pode durar essa imunidade. Agora, um novo estudo norte-americano revelou que os anticorpos, que protegem o organismo de ser infectado com o novo coronavírus, podem ter uma duração de até sete meses.
Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, acompanharam durante meses cerca de 6 mil pacientes infectados com o novo coronavírus e descobriram que os anticorpos contra o Sars-CoV-2 podem continuar presentes no sangue por um período de, no mínimo, cinco a sete meses.
Recentemente, foram confirmados casos de pessoas reinfectadas que, de acordo com o jornal espanhol El País, apresentaram sintomas mais graves quando ficaram doentes com Covid-19 pela segunda vez - exemplos que suscitam duvidas à comunidade científica quando se fala em imunidade.
Ao longo dos últimos meses foram divulgados diversos estudos que mostravam que os anticorpos - proteínas do sistema imunitário que evitam que o vírus infecte as células do organismo - contra o novo coronavírus iam diminuindo passados alguns meses após a infecção, principalmente em pessoas que apresentaram sintomas ligeiros.
As teorias são várias e as dúvidas ainda mais. Mas a questão mantém-se: as pessoas ficam protegidas após a primeira infeção?
O estudo norte-americano, divulgado na terça-feira (20) na publicação científica Immunity, e considerado um dos maiores realizados até agora, por ter analisado cerca de 6 mil pessoas, indica que sim: quem já esteve infectado com o novo coronavírus pode ter imunidade até, pelo menos, sete meses.
"O nosso estudo mostra que é possível gerar uma imunidade duradoura contra esse vírus", explicou ao jornal espanhol Deepta Bhattacharya, pesquisador da Universidade do Arizona e coautor do trabalho.
"Nas infeções moderadas que analisamos, a resposta de anticorpos parece bastante convencional. Os níveis dessas proteínas sobem primeiro, depois caem e no fim acabam por estabilizar", continuou. E quanto às reinfecções, o investigador explica que pode acontecer mas que são casos "excepcionais".
Quando um vírus infecta o corpo, o sistema imunológico produz células plasmáticas de curta duração, que produzem anticorpos para combater imediatamente o agente patogênico. Esses anticorpos aparecem no sangue, normalmente, até 14 dias após a infecção e, segundo o autor do estudo, alguns deles "são muito sofisticados", podendo memorizar um patogênico para sempre e desenvolver armas moleculares para o destruir, incluindo diferentes tipos de anticorpos de elevada potência.

Estudo

O estudo norte-americano resultou de uma campanha de testes que envolveu 30 mil pessoas. Os investigadores, no entanto, analisaram e acompanharam 5.882 dessas pessoas, estudando a produção de anticorpos neutralizantes em mais de mil.
A prevalência de infeções é baixa, contando apenas com cerca de 200 pessoas que transmitiram o vírus e produziram anticorpos neutralizantes, explicou Bhattacharya.
"Se os anticorpos fornecem proteção duradoura contra o novo coronavírus tem sido uma das perguntas mais difíceis de responder, essa investigação não só nos deu a capacidade de testar com precisão os anticorpos contra a covid-19, mas também o conhecimento de que a imunidade duradoura é uma realidade".
Ao analisar o sangue de voluntários que testaram positivo para o novo coronavírus, os cientistas descobriram que os anticorpos estavam presentes em níveis viáveis ​​por um período de, pelo menos, cinco a sete meses. Contudo, o máximo que a equipe conseguiu voltar atrás no tempo, para ver a duração dos anticorpos foi precisamente sete meses, uma vez que a epidemia chegou relativamente mais tarde ao Arizona.
"Só conseguimos testar seis pessoas que foram infectadas há cerca de sete meses, mas temos muitas outras infectadas há três, quatro, cinco meses", disse o pesquisador. "Não temos uma bola de cristal para saber quanto tempo os anticorpos duram, mas com base no que sabemos sobre outros coronavírus, esperamos que a resposta imunológica seja mantida durante pelo menos sete meses, e provavelmente por muito mais tempo".
"Sabemos que as pessoas que foram infectadas com o primeiro coronavírus da Sars, que é o mais semelhante ao Sars-CoV-2, ainda conseguem estar imunes 17 anos após a infecção", acrescentou Bhattacharya. "Se o Sars-CoV-2 for parecido com o primeiro, esperamos que os anticorpos durem pelo menos dois anos, e seria improvável qualquer período muito mais curto [do que isso]."
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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Setembro foi o mês mais quente da história, diz Centro Europeu de Previsões Meteorológicas

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Setembro de 2020 foi o mês mais quente da história, segundo anunciaram os cientistas da Copernicus Climane Change Service (C3S). O recorde anterior era de setembro de 2019, quando foram registradas temperaturas 0,05°C inferiores a deste.
O C3S é mantido pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) em nome da Comissão Europeia, e monitora o clima global e europeu.
No Brasil, de acordo com a meteorologista do Climatempo, Josélia Pegorim, a onda de calor se espalhou pelo por todo o país e atinge com severidade a região Centro-Oeste e o estado de São Paulo.
“Esta onda de calor que se instalou no Brasil no fim de setembro e nos primeiros dias de outubro de 2020 será amplamente estudada pela academia porque está reescrevendo a climatologia de temperaturas no país, batendo recordes de calor de mais de cem anos”, afirmou Pegorim.
O C3S aponta que há chances de que 2020 se torne o ano global mais quente que se tem registro, superando 2016. Os cientistas afirmaram que os dois anos apresentam anomalias de temperatura média semelhantes. Os fenômenos climáticos nos meses restantes, como La Niña, serão definitivos.
As temperaturas de setembro no mundo foram 0,63°C maiores do que a média para o mês, em uma período de referência padrão de trinta anos. O terceiro mês mais quente foi setembro de 2016, com temperatura 0,08°C inferior a deste ano.
Temperaturas acima da média foram registradas em muitas regiões do globo, como partes da América do Sul, Oriente Médio e Austrália. Na Europa, as temperaturas médias de setembro também bateram recorde. O mês foi 0,2°C mais quente que setembro de 2018, o com maiores registros no continente.

Ártico

O monitoramento do Copernicus Climane Change Service indica que a extensão média do gelo marinho do Ártico em setembro foi a segunda mais baixa registrada, atrás apenas do mesmo mês de 2012.
“Em 2020, foi registrado um declínio estranhamente rápido da extensão de gelo do mar Ártico durante Junho e Julho, na mesma região onde se registaram temperaturas acima da média, pré-condicionando o mínimo de gelo do mar para ser particularmente baixo este ano”, afirmou Carlo Buontempo, Diretor do C3S.
O ciclo anual do gelo marinho começa a diminuir no início da primavera do hemisfério norte, em março, e atinge sua extensão mínima para o ano em setembro, com o final do verão. Depois, o gelo marinho começa a se acumular novamente para atingir o máximo.
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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Vacina contra Covid-19 pode sair ainda no final de 2020; Afirma diretor da OMS

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Ainda há esperança! O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou que há esperança de uma vacina contra a Covid-19 ser viabilizada até o fim de 2020, A declaração foi feita nesta terça-feira (6), na conclusão de um painel executivo da organização, conforme o jornal O Globo.
"Nós precisamos de vacinas. E há a esperança de que tenhamos uma até o fim deste ano. Há esperança", afirmou Tedros. Ele não especificou qual das candidatas em fases de testes poderia ser comprovada segura e eficaz. 
O diretor-geral também afirmou que o comprometimento dos líderes mundiais é uma ferramenta importante para a distribuição igualitária das vacinas. 
Segundo a OMS, existem 42 candidatas em testes em humanos e dez vacinas na terceira e última fase dos ensaios. Entre elas, está a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca. A candidata está em testes no Brasil e deve ser produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 
A vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech, também está em testes da fase 3 no país. Uma parceria com o Instituto Butantan, do Governo de São Paulo, prevê o envio de doses e a transferência de tecnologia para fabricação em território nacional.  

Fonte: Diário do Nordeste
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