sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Hidrolândia 63 anos de história: Roza Maria da Conceição

Dona Roza
Hoje a nossa homenagem vai para uma grande mulher e grande ser humano, que dedicou a sua vida a cuidar dos outros: família, amigos, vizinhos e até mesmo as pessoas que não conhecia.
Mulher simples, humilde, caridosa, mas rica em bondade, amor e alegria.
Mulher que teve, tem e terá a sua grande marca na história do nosso município. Por este e por muitos outros motivos lhe prestamos esta homenagem.

ROZA MARIA DA CONCEIÇÃO 

Nasceu em 1914 e faleceu no ano de 2006.
Roza nasceu e foi criada na Fazenda Santa Maria neste município de Hidrolândia.
Casou-se ainda muito jovem com Manoel Ferreira Oliveira, mais conhecido como Manoel Pança, foram morar na fazenda Campinas e tiveram 09 (nove) filhos: João, José, Antônio (Barba), Luís (Melola ou Merola), Raimunda, Antonia, Francisca, Esmeralda e Maria de Fátima.
Sua vida toda foi no percurso: Campinas – Hidrolândia – Campinas, que de certa forma se tornava pequeno para Roza. Muitas vezes ela o fazia duas ou três vezes durante o dia, fazendo compras para os vizinhos. Era muito prestativa e agradável com todos.
Roza era uma figura, conhecida como Mãe Roza ou comadre Roza. 
Não sabia ler nem escrever, mas tinha um conhecimento espetacular, uma sabedoria inata.
Era uma grande contadora de belas histórias até alta noite. Histórias de reinados, reis, rainhas, príncipes e princesas. Histórias de aventuras, de humor, piadas etc. Não tinha dificuldades, sempre que se pedia para ela contar uma história, ela tinha uma nova.
Era agricultora e também rezadeira. Rezava nas crianças para curar o quebranto. Rezava para curar dor de dente, dor nas costas, nos joelhos, para curar cobreiro e fogo selvagem.
Gostava de cantar umas valsas antigas. Cantava, se emocionava e chorava de saudade. Ela tinha umas músicas que só ela sabia, uns cantos próprios dela. 

Sou filha do pilão sem boca          Cacimba de agua boa                  Menina me dê um abraço
Me criei no Poço Fundo                Coberta de retirana                     Que um abraço não faz mal
Neta da rede rasgada                   Um beijo na tua boca                   Eu te dou uma resposta
Moro no oco do mundo.                Me sustenta uma semana.          No dia do Carnaval.                                                                                       
São cantos simples e populares, alguns deles ela dizia ter aprendido com sua avó.
Roza era muito grata a Deus pelo alimento. Todo alimento que recebia comia com gosto e satisfação, como se estivesse saboreando a melhor comida do mundo. Quando tomava do leite da fazenda Campinas ela agradecia dizendo: Minha filha obrigada pelo leite da Santas Campinas.
Trabalhou como Gari na gestão do prefeito José Pereira de Mesquita (Cícero Simão).
Era muito saudável. Quem conviveu com ela nunca a viu doente, morreu da própria velhice, dos desgastes da vida, mas sem uma doença. Mostrava ter adquirido uma imunidade muito alta, pois não tinha nenhum escrúpulo de pisar ou pegar em objetos e coisas suspeitas de higiene ou locais inseguros (lixeiras). Ela parecia ter adquirido anticorpos que lhe protegiam.

NOTA DE FALECIMENTO: Morre em Hidrolândia Roza Maria da Conceição
Eu revirando meus papeis encontrei um papelzinho que conta uma história que a comadre Roza me contava que a avó dela dizia para ela que daqui a muitos anos a gente não ia mais carregar agua em cabaça nem em pote ----  só bulir numa coizinha na parede da casa que ali vai sair agua, ela dizia que --- ---- a gente apara a agua é em uns ---- bichinho não é em um pote nem cabaça e bota-se em outra coisa, e ali a agua não esquenta. Como é que ela sabia de tantas coisas? 
A comadre Roza faleceu com 90 anos a mãe dela dona Maria Canaria faleceu com 80 anos e ela dizia que a vó dela faleceu com 90 anos. Veja como faz tanto tempo e ela sabia de tudo isso. É o que muito me impressiona. Pois desde eu criança que ela me contava esta história e eu nunca me esqueci.
Escrito por Dona Maria do Carmo Timbó Aragão (in memoriam).

Trabalho de Pesquisa: Profa. Fátima Chaves;
Fonte de informações: Maria Fátima de Aragão Timbó e Maria do Socorro Aragão Timbó (amigas de Dona Roza);
Registro histórico: Arquivo da família Aragão Timbó.

4 comentários:

  1. Conheci muito dona rosa vivia na minha casa era muito amiga da nossa familia bj pra ela onde ela estiver so nos resta a saudade

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  2. Conheci dona Rosa mtas e mtas vezes ia na csa de minha família

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  3. Que bom saber que dona Rosa nasceu aqui na Fazenda Santa Maria!!!

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